Os cotidianos de Fernando Correia
Os cotidianos de Fernando Correia Todos têm histórias, todos têm histórias para contar. Entre o passado e o presente pode haver uma idealização do passado, ou seja, uma visão romantizada que apaga as dores e revela os sonhos realizados. Uma pintura é um evento presente, que representa o presente ou passado e é destinado ao futuro. Pode se realizar por anedotas - passagens engraçadas da vida, alegorias - significados não literais que demandam um repertório prévio do artista ou do contexto em que a arte está inserida, ou crônicas - comentários mais profundos sobre a vida cotidiana das pessoas e da sociedade. Ao contar uma história é possível construir um novo sentido. É possível fazer uma utopia retrospectiva, isto é, filtrar experiências boas de experiências ruins e formar uma transfiguração saudosista. As histórias de Fernando ora são ficcionais, ora biográficas, sempre cronificando as observações que considera pertinentes de serem filtradas não para expurgar a época conflituosa ...